segunda-feira, 22 de novembro de 2021

Caetano Veloso lança álbum de músicas inéditas

Gravado no primeiro semestre, o disco 'Meu coco' tem os toques de músicos como Marcelo Costa, Mestrinho e Vinicius Cantuária. Nas letras, Caetano cita outros artistas como Billie Eilish, Djonga e Duda Beat


Jorge Guilherme

Fonte: tenhomaisdiscosqueamigos.com

Em 15/10/21


Capa do álbum Meu Coco de Caetano Veloso
Divulgação do artista

De contrato assinado em julho com a gravadora Sony Music, Caetano Veloso lançou o álbum autoral de músicas inéditas que gravou no primeiro semestre do ano. O álbum se chama "Meu Coco" e trata-se do primeiro disco com repertório inédito do artista desde Abraçaço (2012), álbum lançado há nove anos.

Com 12 músicas, o álbum Meu coco foi gravado com os toques de músicos como o ritmista Marcelo Costa, o acordeonista Mestrinho e Vinicius Cantuária, multi-instrumentista que tocou com Caetano de 1978 a 1983 como integrante d'A Outra Banda da Terra.

Meu Coco, já está disponível em todas as plataformas de streaming e mostra um artista consagrado fazendo pontes e conexões entre diversas fases da riquíssima música brasileira.

Abordando temas que vão desde a Internet e os algoritmos até a nossa cultura, Caetano imprime todas as suas marcas a 12 canções que compõem seu mais novo lançamento.

E se em “Anjos Tronchos”, o primeiro single, ouvimos o artista cantando sobre a realidade global imposta pelos “anjos tronchos do Vale do Silício” e Billie Eilish “fazendo tudo do quarto com o irmão”, em “Sem Samba Não Dá” os citados são brasileiríssimos.

Para acompanhar o lançamento do álbum, Caetano disponibilizou um clipe oficial para essa faixa, onde cita nomes como Duda Beat, Baco Exu do Blues, MC Cabelinho, Djonga, Hiran e mais.

Ao falar sobre seu novo disco, o artista considerado por muitos como o mais influente da história da música brasileira não mediu palavras para explicar tudo que o influenciou, como você pode ler abaixo:

Muitas vezes sinto que já fiz canções demais. Falta de rigor?, negligência crítica? Deve ser. Mas acontece que desde a infância amo as canções populares inclusive por sua fácil proliferação. Quem gosta de canções gosta de quantidade. Do rádio da meninice, passando pela TV Record e a MTV dos começos, até o TVZ no canal Multishow de agora, encanta-me a multiplicidade de pequenas peças musicais cantadas, mesmo se elas surgem a um tempo redundantes e caóticas. Há nove anos que eu não lanço álbum com canções inéditas. No final de 2019, tive um desejo intenso de gravar coisas novas e minhas. Tudo partiu de uma batida no violão que me pareceu esboçar algo que (se eu realizasse como sonhava) soaria original a qualquer ouvido em qualquer lugar do mundo. ‘Meu Coco’, a canção, nasceu disso e, trazendo sobre o esboço rítmico uma melodia em que se história a escolha de nomes para mulheres brasileiras, cortava uma batida de samba em células simplificadas e duras. Minha esperança era achar os timbres certos para fazer desse riff sonhado uma novidade concreta. E eu tinha a certeza de que a batida, seu som e sua função só se formatariam definitivamente se dançarinos do Balé Folclórico da Bahia criassem gestos sobre o que estava esboçado no violão. Com isso eu descobriria o timbre e o resto. Mas chegou 2020, o coronavírus ganhou nome de Covid-19 e eu fiquei preso no Rio, adiando a ida à Bahia para falar com os dançarinos. Esperaria alguns meses?

Passou-se mais de ano e eu, tendo composto canções que pareciam nascer de ‘Meu Coco’, precisei começar a gravar no estúdio caseiro. Chamei Lucas Nunes pra começar os trabalhos. Ele é muito musical e também é capaz de comandar uma mesa de gravação. Começamos por ‘Meu Coco’, de que ‘Enzo Gabriel’ é uma espécie de península: seu tema (seu título) é o nome mais escolhido para registrar recém-nascidos brasileiros nos anos 2018 e 2019. À medida que vou fazendo novas canções, me prometo pesquisar a razão de, na minha geração e mesmo antes dela, nomes ingleses de presidentes americanos terem sido escolhidos por gente simples e pouco letrada, principalmente preta, para batizar seus filhos: Jefferson, Jackson, Washington – assim como Wellington, William, Hudson – eram os nomes preferidos dos pais negros e pobres brasileiros. Ainda não fiz nenhum movimento nesse sentido, mas ter esse disco pronto e estar empenhado em lançá-lo me leva a certificar-me de que farei a pesquisa, como se fosse um sociólogo, assim como ter feito ‘Anjos Tronchos’, canção reflexiva que trata da onda tecnológica que nos deu laptops, smartphones e a internet, me faz prometer-me ler mais sobre o assunto."

"Cada faixa do novo álbum tem vida própria e intensa. Se ‘Anjos Tronchos’ tem sonoridade semelhante à de Abraçaço, o último disco que fiz antes deste, ‘Sem Samba Não Dá’ soa à Pretinho da Serrinha: uma base de samba tocada por quem sabe – e a sanfona de Mestrinho, que comenta as fusões de música sertaneja com samba tradicional. Uma discussão sobre o (não) uso da palavra ‘você’ pela brilhante jovem fadista Carminho virou o fado midatlântico ‘Você-Você’, que ela terminou cantando comigo – e ganhou bandolim sábio de Hamilton de Holanda fazendo as vezes de guitarra portuguesa. Há ‘Não Vou Deixar’, com célula de base de rap criada no piano por Lucas e letra de rejeição da opressão política escrita em tom de conversa amorosa. ‘Pardo’, cujo título já sugere observação do uso das palavras na discussão de hoje da questão racial, teve arranjo de Letieres Leite, baiano, sobre a percussão carioca de Marcelo Costa. ‘Cobre’, canção de amor romântico, fala da cor da pele que compete com o reflexo do sol no mar do fim de tarde do Porto da Barra. Jaques Morelenbaum, romântico incurável, veio orquestrá-la. Mas também tratou de ‘Ciclâmen do Líbano’, com fraseado do médio-oriente salpicado de Webern. Devo Lucas a meu filho Tom: os dois fazem parte da banda Dônica; devo a atenção a novas perspectivas críticas a meu filho Zeca; devo a intensa beleza da faixa ‘GilGal’ a meu filho Moreno: ele fez a batida de candomblé para eu pôr melodia e letra que já se esboçava mas que só ganhou forma sobre a percussão. E eu a canto com a extraordinariamente talentosa Dora Morelenbaum."

"Este é um disco de quantidade e intensidade. ‘Autoacalanto’ é retrato de meu neto que agora tem um ano de idade. Tom, o pai dele, toca violão comigo na faixa. A nave-mãe, ‘Meu Coco’, guardou algo da batida imaginada, agora com percussão de Márcio Vitor. Mas o arranjo de orquestra que a ilumina foi feito por Thiago Amud, um jovem criador carioca cuja existência diz tudo sobre a veracidade do amor brasileiro pela canção popular."

Mário Frias demite 174 pareceristas da Lei Rouanet sem aviso

Todos os entrevistados tinham posicionamentos abertamente anti-Bolsonaro nas redes sociais

Jorge Guilherme

Fonte: tenhomaisdiscosqueamigos.com

Em 15/10/21


Mario Frias
Agência Brasil

Mais uma polêmica para a cultura sob o governo de Jair Bolsonaro. Mário Frias, secretário da pasta, demitiu 174 pareceristas da Lei Rouanet, aparentemente sem avisá-los.

Os funcionários eram responsáveis por analisar os projetos culturais que buscam apoio financeiro da Lei. De acordo com o Diário Oficial da União, que oficializou o descredenciamento (via Folha), os pareceristas foram desligados após “reiteradas tentativas de contato formal com os [funcionários]”. O documento ainda cita “parecer técnico considerado insatisfatório” como justificativa do descredenciamento.

Ainda segundo a Folha, três dos pareceristas descredenciados afirmam que não foram contatados pela Secretaria Especial da Cultura ou nenhuma das entidades vinculadas, como a Funarte, sobre o desligamento. Um deles, chamado Ravel Andrade, declarou:

Eu estou chocado. A gente é que está com uma dificuldade imensa de se comunicar com eles desde 2017. Não respondem nossos e-mails, não atendem ligação.

Andrade ainda afirma que a Secretaria só enviou quatro demandas de análise de relatório durante seu tempo no trabalho. O profissional, que também é artista, ainda afirma que teve um problema com seu pagamento e, até hoje, não conseguiu resolvê-lo.

Outra parecerista mencionada pela Folha afirma, ainda, que só ficou sabendo do desligamento através de um grupo no WhatsApp. “A justificativa apresentada por eles é que tentaram de todas as maneiras entrar em contato com os pareceristas e não tiveram resposta. Isso não procede, pelo menos não da minha parte”, disse Alexandra Lima.

Citando outros problemas de comunicação com a Secretaria, os pareceristas ainda dizem que alguns nunca chegaram a receber nenhum projeto. Ainda segundo a Folha, os três fazem publicações abertamente anti-Bolsonaro na internet.

Lei Rouanet

Flávia Faria Lima, diretora do departamento de fomento indireto da Secretaria Especial de Cultura, disse nas redes sociais que “o grupo de pareceristas que está sendo descredenciado é um grupo que não respondia aos chamados e, portanto, estava prejudicando o setor”.

A diretora ainda disse que haverá uma nova seleção em breve, mas o secretário da Cultura anunciou que o edital contratará apenas 21 representantes para compor a Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC).

O órgão, no entanto, terá função apenas “consultiva”. Quem reafirma isso é André Porciuncula, Secretário Nacional de Incentivo e Fomento à Cultura da Lei Rouanet e Capitão da PM da Bahia, que usou o próprio Twitter para responder uma publicação do portal iG avisando que todas as decisões sobre recursos estavam concentradas nas mãos de André desde Abril:

E irão continuar nas minhas mãos, pois eu sou o secretário da pasta. A comissão é apenas consultiva, cabendo a mim concordar ou não com ela. Vocês precisam parar com esse choro sem fim, e aceitar, de uma vez por todas, que eu sou o responsável pela Lei Rouanet.

Nego do Borel desaparece no Rio, e família registra boletim de ocorrência

Cantor foi localizado depois de 24 horas em motel

Jorge Guilherme

Fonte: tenhomaisdiscosqueamigos.com

Em 15/10/21


Nego do Borel
Divulgação do artista

Nego do Borel, 29, nome artístico de Leno Maycon Viana Gomes, está desaparecido desde a segunda-feira (4), quando deixou de se comunicar com a família. A mãe do cantor, Roseli Viana, registrou um boletim de ocorrência na 42ª Delegacia de Polícia Civil do Rio de Janeiro, que fica no Recreio dos Bandeirantes (zona oeste da cidade).

A ocorrência será encaminhada à Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA) nesta terça-feira (5). De acordo com a corporação, agentes já realizam diligências para localizar o cantor.

Desde que foi expulso do reality show A Fazenda 13 (Record), o cantor tem dado declarações em que diz estar passando por um momento emocionalmente difícil. 

"Eu vou acabar tirando minha vida, não estou blefando", disse Nego nas redes sociais ao comentar o assunto.

"Estou sendo taxado como bandido, criminoso, nunca roubei ninguém, não mato, não roubo", reclamou. "Tem tanta gente fazendo maldade por aí, estou querendo saber o que eu fiz para merecer tanto ódio, porque estou tomando porrada de todo mundo. Amigos que me abandonaram, que não quiseram me escutar, mulheres que não chegam perto de mim. Tá f*** pra mim, rapaziada."

A Record decidiu expulsar o cantor do reality após os espectadores acusarem o participante de supostamente estuprar a modelo Dayane Mello na madrugada após a segunda festa do programa. Em nota, a Record afirmou que "diante dos fatos apurados, a direção da Record TV decidiu pela retirada do Nego do Borel da competição". A emissora também informou que a participante passou por atendimento psicológico.

Circulam nas redes sociais trechos de vídeos dos peões no quarto após a comemoração. Dayane aparentava estar muito bêbada e outros participantes a ajudaram a se trocar e a se deitar. Em uma das imagens, MC Gui, 23, aparece perguntando se ela gostaria de ficar onde estava, com Nego do Borel sobre ela, ou ir para a cama dela. "Papo sério, se ela não quiser sair, você sai, Nego", ele disse, e alegou ser melhor para evitar problemas. Ao fundo, vozes femininas afirmavam que ela estava "totalmente bêbada" e concordam com a instrução. Em outro vídeo, Borel está deitado ao lado de Dayane, a abraçando, e outros participantes tentam afastá-lo, enquanto o cantor pede: "Calma aí".

Um dos trechos mais sérios é o que mostra o quarto durante a madrugada, com os demais participantes dormindo. As limitações da câmera não permitem que as imagens e o áudio sejam claros.

Segundo o público, nos trechos, Nego do Borel estaria na cama com Dayane, que não reagia por estar inconsciente. Há sons que parecem gemidos e, em alguns momentos, é possível ouvir a voz da modelo, quase inaudível, murmurando que tem uma filha.

Antes do programa, ele já havia sido indiciado por agressões físicas contra uma ex-namorada e acusado de violência doméstica por outras. Ele nega.

Circo Voador retoma suas atividades com programação incrível

Os eventos acontecem a partir de 21 de Outubro 

 

Jorge Guilherme

Fonte: tenhomaisdiscosqueamigos.com

Em 15/10/21


Circo Voador
circovoador.com.br

Aos poucos, e graças à ciência, as coisas estão voltando ao normal no mundo após esse hiato terrível. O Circo Voador agora também integra essa lista de lugares retomando as atividades presenciais com uma programação incrível. 

O grande nome da reabertura é ninguém menos que Marcelo D2, artista que tem sua história atrelada à casa. As apresentações acontecem nos dias 21, 22 e 23 de Outubro (na quinta, sexta e sábado). 

Essa vai ser a primeira vez na qual o público vai conferir presencialmente o show de Assim Tocam os Meus Tambores, disco lançado pelo músico em 2020. 

Marcelo D2
Divulgação do artista

Já em 29 de Outubro quem chega ao Circo é a Noite do Bem Bolado, com Orquestra Foli Griô, Samba Que Elas Querem, Sexteto Sucupira e Dj Tales Mulatu. 

No dia seguinte, 30, quem sobe ao palco é Hamilton de Holanda. O Multi-instrumentista apresenta seu novo trabalho, Maxixe Samba Groove, que mistura samba a vários ritmos. 

Hamilton vem acompanhado dos mesmos músicos que gravaram e brilharam nas faixas do disco:

André Vasconcellos no contra baixo, Antônio Neves na bateria e trombone, e André Siqueira na percussão. 

 Vale ressaltar que, de acordo com decreto estadual do Rio de Janeiro, é imprescindível a comprovação de vacinação contra COVID-19. 

 A programação completa de shows e os links para comprar ingressos podem ser acessados no site do Circo Voador.

Ed Motta diz que “teria vergonha” se seu filho virasse beatmaker

Cantor chama beats e mashups de “palhaçadas” e diz que beatmakers não são músicos 
 
 
Jorge Guilherme
Fonte: tenhomaisdiscosqueamigos.com
Em 15/10/21

 
Ed Mota
Acervo Pessoal


Uma fala de Ed Motta gerou polêmica na última quarta-feira (14) e fez com que ele fosse duramente criticado nas redes sociais. 
Durante uma live em sua conta do Instagram, o cantor brasileiro declarou que beatmakers não são músicos e fez uma comparação bastante pesada para falar sobre o assunto. Ele disse: 
 
“Beats… Mashup… essas palhaçadas. Por isso que eu não tenho filho! Imagina se eu tenho um filho, aí o meu filho ele fala assim: ‘Pai, eu não sou músico, eu faço mashup, eu faço beat’. Eu falo: ‘Filho, eu vou me matar na sua frente! Você não vai me matar não, que nem a garota lá do filme, que mata os pais. Eu vou me matar na sua frente…’. Tu vem com essa MPC 60 pra cima de mim, eu me jogo da janela porque vai ser a maior vergonha da minha vida.” 
 
O vídeo com o comentário de Motta circulou pelas redes sociais e muitos internautas se decepcionaram com o posicionamento do artista. Um usuário do Twitter, por exemplo, disse: 
“É aquele tipo de músico elitista que fica lá vivendo numa bolhinha de discos raros e vinho. Aí a única coisa que presta é [o] que está nessa coleção, [enquanto] tem muito músico de jazz colaborando com produtor de hip-hop e vice versa já faz bastante tempo aliás. Mas Ed não notou.” 

Outro internauta apontou: 
“Falar que não gosta de beat está na moda, então já estamos acostumados, mas c@r@lh* mano olha o nível que o cara chegou: ‘se tu fizer beat ou mashup vou me matar’, pelo amor de deus.” 

Ed Motta e comentários polêmicos

Como destaca o portal Rap Mais, essa não é a primeira vez que Ed Motta expõe uma opinião controversa. Anteriormente, quando o cantor divulgou sua agenda de shows internacionais, ele pediu para que o público brasileiro que comparecesse às apresentações não falasse português ou pedisse músicas brasileiras de seu repertório. Ele escreveu: 
Conforme venho avisando aqui nos últimos três anos, eu agradeço e fico honrado em ser prestigiado pela comunidade brasileira, mas é importante frisar, não tem músicas em português no repertório, eu não falo em português no show. 
 
“Preciso me comunicar de forma que todos compreendam, o inglês é a língua universal, então pelo amor de Deus, não venha com um grupo de ‘brasuca’ berrando ‘Manuel’ porque não tem, e muito menos gritar ‘fala português Ed’. O mundo inteiro fala inglês, não é possível que o imigrante brasileiro não saiba um básico de inglês.”

Bandas brasileiras prestam tributo ao Nirvana pelos 30 anos de “Nevermind

Ao total, 13 grupos nacionais fizeram novas versões do cultuado álbum lançado em 1991

 

Jorge Guilherme

Fonte: tenhomaisdiscosqueamigos.com

Em 15/10/21

Capa do álbum Never Minded

Fãs do mundo todo entraram em êxtase com a chegada do aniversário de 30 anos do aclamado Nevermind, lançado pelo Nirvana em 24 de Setembro de 1991 e inundaram plataformas digitais com mais de 20 milhões de streamings em uma semana.

Como não poderia ser diferente, Dave Grohl e companhia prepararam uma série de lançamentos para comemorar o aniversário de um dos mais importantes discos da história recente do Rock. 

Aqui no Brasil, o mercado da música também celebra a data e 13 bandas brasileiras lançaram versões para cada faixa presente no icônico disco, cada uma delas gravada individualmente, durante a pandemia. 

Sob iniciativa do selo JunkRex Label, as covers do tributo Never Minded: A Tribute To Nevermind’s 30th Anniversary são bastante versáteis e vão desde releituras acústicas, passando pela vertente do Punk e chegando até uma pisadinha-psycho-pop. 

A arte, clara releitura da polêmica capa original do Nevermind, faz referência ao atual preço do dólar e à pandemia. Cada uma das faixas, inclusive, foi gravada e mixada pelos grupos em isolamento social, como conta João Gasparini, um dos idealizadores do tributo: 

“Somos um coletivo de bandas independentes que têm o Nirvana como grande influência no nosso trabalho autoral. No primeiro disco, reunimos bandas do cenário grunge em todo o País e gostamos muito do resultado. Logo após o lançamento, começamos a distribuir as faixas para o ‘Nevermind’. Dessa vez, a ideia era ousar ainda mais, mostrando as características de cada banda.” 

Esta foi a segunda vez que o coletivo realiza algo do tipo. Em 2019, eles lançaram o 

álbum About a… Nirvana: A Bleach 30th Anniversary Tribute para homenagear os 30 anos do Bleach, disco de estreia da 

banda Grunge lançado em 1989.

Todas as bandas que integraram o projeto ressaltam que os procedimentos sanitários necessários no combate a COVID-19 foram seguidos durante as gravações.

Nada mais digno do legado de Kurt, que, se estivesse vivo, certamente estaria se opondo aos absurdos do negacionismo.

 

Nirvana prepara edição de 30 anos de Nevermind

Aclamado pelo público e crítica, o segundo disco da carreira do Nirvana voltou às paradas de sucesso 30 anos após seu lançamento. A versão de aniversário de Nevermind tem lançamento previsto para 12 de Novembro com 70 gravações inéditas entre áudios e vídeos. 

Entre elas, está uma performance inédita de “Lithium” gravada em 1992 durante participação do grupo de Kurt Cobain em

uma rádio na Austrália e publicada no canal oficial do Nirvana no YouTube. 

Além disso, o material trará uma remasterização totalmente nova das fitas originais do álbum. 

Haverá, também, um single de 7” com as faixas “Endless, Nameless” (Lado A) e “Even in His Youth” e “Aneurysm” (Lado B). A pré-venda da versão comemorativa de Nevermind está disponível no site oficial da banda. 

 

Nevermind

Lançado em 1991, o lendário álbum do Nirvana revolucionou o Rock dos anos 1990 e se tornou um dos mais icônicos do gênero, inspirando uma geração de músicos mundo à fora.

Produzido pelo aclamado produtor Butch Vig, o disco vendeu mais de 35 milhões de cópias que o fez superar Michael Jackson nas paradas da Bilboard e desbancar Blood Sugar Sex Magik, um dos maiores sucessos do Red Hot Chilli Peppers cujo lançamento ocorreu exatamente na mesma data.

Toda a sua sonoridade e a repercussão gigantesca, tornaram o Nevermid o maior responsável por trazer o rock alternativo e o grunge para o grande público, sendo assim, classificado como um dos maiores lançamentos da história.

 

Confira a tracklist das versões do tributo brazuca a Nevermind abaixo:

1. “Smells Like Teen Spirit” (Padovani’s Death) 

2. “In Bloom” (Gi Vincenzi) 

3. “Come as You Are” (Desisto) 

4. “Breed” (GraXXXa ft. Imortal Joe) 

5. “Lithium” (Mano Mira) 

6. “Polly” (Incidente Kamikaze) 

7. “Territorial Pissings” (JUNKHEAD!) 

8. “Drain You” (Charles Jr.) 

9. “Lounge Act” (Dee, I Am) 

10. “Stay Away” (Augusta is Dead) 

11. “On a Plain” (MadamesBreak) 

12. “Something in the Way” (As Aberrações) 

13. “Endless, Nameless” (ESPÖRRO)


quarta-feira, 22 de setembro de 2021

Wesley Safadão dá depoimento à polícia sobre suposta vacinação irregular contra a COVID

Cantor teria ido a um local diferente do agendado para escolher imunizante enquanto sua esposa teria furado fila 


Jorge Guilherme
Fonte: tenhomaisdiscosqueamigos.com
16/09/2021 



Safadão e esposa registraram o momento da vacinação em rede social.
Imagem: Redes sociais do casal
 

O cantor Wesley Safadão prestou depoimento, no dia 15 de setembro, na Polícia Civil em Fortaleza a respeito das supostas irregularidades na vacinação contra a COVID do cantor cearense e de sua mulher, Thyane Dantas. 

As investigações da Delegacia de Combate à Corrupção (Decor) incluem ainda a produtora do artista, Sabrina Tavares, que também foi ouvida e tiveram início uma semana depois que os três envolvidos receberam o imunizante contra a COVID em um dos pontos de vacinação da capital.  


Por volta das 10h, o carro de Wesley chegou ao Complexo de Delegacias Especializadas, no Bairro Aeroporto. Uma hora depois, o cantor, que estava acompanhado de um advogado, deixou o local. Em nota, a Polícia Civil do Estado do Ceará (PC-CE) confirmou que duas pessoas depuseram sobre o inquérito policial que apura irregularidades na vacinação de Wesley Safadão, a mulher e uma assessora do músico. O caso está em fase de conclusão. 

Na ocasião, além de não estar agendada, Thyane estava abaixo da linha de idade para receber a dose — ela tem 30 anos e, naquele dia, a faixa etária para vacinar era na casa dos 32 ou mais. 


Já Safadão e Sabrina fizeram o agendamento para receber o imunizante no dia 8 de julho no Centro de Eventos da capital cearense, mas compareceram ao mesmo posto de vacinação onde Thyane recebeu a dose. Para o Ministério Público, eles teriam se dirigido a outro local para poder escolher o laboratório fabricante da vacina. 


Secretaria Municipal conclui sindicância

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) já concluiu a sindicância que apura a vacinação irregular de Thyane e apontou irregularidades nas ações de três colaboradores do poder municipal, uma servidora pública e dois funcionários terceirizados da Prefeitura de Fortaleza. 

De acordo com a decisão da pasta, publicada no Diário Oficial do Município em 6 de setembro, os três colaboradores cometeram crime de corrupção passiva. 

Caetano Veloso lança álbum de músicas inéditas

Gravado no primeiro semestre, o disco 'Meu coco' tem os toques de músicos como Marcelo Costa, Mestrinho e Vinicius Cantuária. Nas le...