Cantor teria ido a um local diferente do agendado para escolher imunizante enquanto sua esposa teria furado fila
Jorge Guilherme
Fonte: tenhomaisdiscosqueamigos.com
16/09/2021
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| Safadão e esposa registraram o momento da vacinação em rede social. Imagem: Redes sociais do casal |
O cantor Wesley Safadão prestou depoimento, no dia 15 de setembro, na Polícia Civil em Fortaleza a respeito das supostas irregularidades na vacinação contra a COVID do cantor cearense e de sua mulher, Thyane Dantas.
As investigações da Delegacia de Combate à Corrupção (Decor) incluem ainda a produtora do artista, Sabrina Tavares, que também foi ouvida e tiveram início uma semana depois que os três envolvidos receberam o imunizante contra a COVID em um dos pontos de vacinação da capital.
Por volta das 10h, o carro de Wesley chegou ao Complexo de Delegacias Especializadas, no Bairro Aeroporto. Uma hora depois, o cantor, que estava acompanhado de um advogado, deixou o local. Em nota, a Polícia Civil do Estado do Ceará (PC-CE) confirmou que duas pessoas depuseram sobre o inquérito policial que apura irregularidades na vacinação de Wesley Safadão, a mulher e uma assessora do músico. O caso está em fase de conclusão.
Na ocasião, além de não estar agendada, Thyane estava abaixo da linha de idade para receber a dose — ela tem 30 anos e, naquele dia, a faixa etária para vacinar era na casa dos 32 ou mais.
Já Safadão e Sabrina fizeram o agendamento para receber o imunizante no dia 8 de julho no Centro de Eventos da capital cearense, mas compareceram ao mesmo posto de vacinação onde Thyane recebeu a dose. Para o Ministério Público, eles teriam se dirigido a outro local para poder escolher o laboratório fabricante da vacina.
Secretaria Municipal conclui sindicância
A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) já concluiu a sindicância que apura a vacinação irregular de Thyane e apontou irregularidades nas ações de três colaboradores do poder municipal, uma servidora pública e dois funcionários terceirizados da Prefeitura de Fortaleza.
De acordo com a decisão da pasta, publicada no Diário Oficial do Município em 6 de setembro, os três colaboradores cometeram crime de corrupção passiva.

